segunda-feira, 29 de junho de 2009

22

Desde que eu fiz 20 anos, os dias que antecedem meu aniversário são o terror para mim. Eu fico tenso, para baixo. Horrível. Não quero envelhecer e o peso da responsabilidade, apesar de eu saber lidar muito bem com ela, me assusta um pouco. Esse ano foi igual apesar das diferenças (com o perdão do trocadilho). Os últimos dias não foram dos melhores: o dia 29 se aproximando e eu querendo fazer o tempo parar. Esse ano o stress das vésperas parece ter vindo mais intenso.


Mas, inevitavelmente, o dia 29 chegou e aí que eu não quis que ele acabasse. Reuni alguns amigos da faculdade no meu apartamento em Niterói e a social saiu do jeito que eu queria e previa: simples e com algumas das pessoas que mais importam para mim.

De noite eu jantei com minha família num dos restaurantes que eu tenho listado como favorito - restaurantes estão entre algumas das poucas coisas que coleciono. Foi ótimo.

Meu dia foi tão perfeito quanto a simplicidade e a qualidade devem ser e suficientemente memorável para me deixar com um sorriso bobo no rosto e os olhos marejados no caminho para casa. O dia, de fato, foi meu e ele foi perfeito.
29 de Junho


22 anos.

sábado, 27 de junho de 2009

Eclipse

Morreu Michael Jackson e ressucitaram Farah Fawcett, curaram o milhão de pessoas com gripe suína nos EUA e os quinhentos do Brasil, a crise do Irã foi resolvida e os famintos da África foram alimentados nos últimos dois dias. Não se fala de outra coisa e fãs brotam do chão que nem os zumbis de Thriller.
Até Hugo Chávez se pronunciou manifestando pezar pela morte do astro mas reclamou que a mídia tem dado espaço demais para um americano. Não deixei de concordar: meu adorável ditador conseguiu chamar atenção. Hoje em dia quinze segundos de fama não é para qualquer um.
Não sei

Eu não sei se estou triste ou se estou bem assim como eu não consigo dizer se hoje, típico dia de inverno carioca, está frio ou quente, nublado ou claro. Não sei se estudo ou se fico na internet, porque dias como esses são típicos de msn offline: você está mas não está disponível. Rindo ou chorando já tanto faz quanto tanto fez.
Good morning, Angels

Faz tempo que eu não atualizo isso. Sei também que eu comecei uma "série" de posts e não continuei. Antes eu dava desculpa de a faculdade estar apertada no fim do período, mas agora ela deu uma refrescada e eu estou procurando desculpas melhores. Tá difícil. Mas essa semana veio para me deixar para baixo. Já perdi minha carteira, é véspera de aniversário, vi muito pouco pessoas que eu queria ter visto mais.. enfim. E para completar, a televisão não para de falar de Michael Jackson. Queria que eles começassem a falar de coisas que me ajudassem como, por exemplo, uma dica de algum lugar aonde eu possa ir com meus amigos para bebermos, dançarmos, que seja legal e não muito caro para que todos possam ir e em um lugar acessível a todos: desde os que moram na Zona Oeste até Niterói. Complicado, eu sei. Então não reclamo que eu não poste mais. Beijos, bom dia nesse sábado frio e cinzento que se começa.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

domingo, 7 de junho de 2009

BRIC

A sigla nunca esteve tão em evidência quanto esteve durante o período escabroso da crise. Os mercados dos paises centrais em ruínas e todo mundo só pensando em vender para o quarteto dos sonhos - Brasil, Rússia, Índia e China. Pelo o que eu já li e pelo o ainda pouco que eu posso dizer enquanto um mero aspirante a internaciolista, eu fiquei pensando nas dificuldades que os quatro países possuem para conseguirem alcançar a condição de nações desenvolvidas, de acordo com o padrão europeu com o qual todos sonham, agora que o mundo parece estar se recuperando e voltando à normalidade.
Vou falando sobre um país de cada vez para os posts não ficarem tão grandes e desanimadores.

Rússia

Recentemente ligada a um conflito de fronteira com a Geórgia, a Rússia não mantem boa relações com seus vizinhos. Para mim, o calcanhar de Aquiles da Rússia é ter sua economia baseada numa commodity. Com o aperto da crise e a queda brutal nos preços do petróleo, esse país foi imediatamente o primeiro do BRIC a sentir os efeitos. Na época eu li sobre prédios no centro de Moscou cujas obras de construção haviam sido interrompidas, dando um ar desolador à capital.

A dependência econômica do petróleo e gás, além disso, traz para a Rússia a posição de importantíssimo player político na região, o que desagrada os países da Europa ocidental que não veem com bons olhos as constantes alterações no humor político russo. Ainda, o petróleo é o causador de muitos atritos com os países vizinhos, entre eles a Geórgia, por onde passam importantes dutos que levam o combustível para seus consumidores na Europa ocidental.

A diplomacia dura assumida pelo país, somado ao que foi dito antes, é um problema. Culturalmente, o povo russo é conhecido pelo ódio ao estrangeiro e a xenofobia é algo muito comum nas cidades russas. Os países que antes faziam parte do regime soviético não nutrem amizade pela Rússia, tanto pela arrogância que o país mantem na região, quanto pelo passado ditador. Os povo japonês também cultiva um certo rancor pelo povo russo devido às guerras em que ambos estiveram envolvidos no passado.

Apesar de altamente dependente do preço do petróleo, ao contrário da Venezuela e dos Emirados Árabes, converte petrodólares em investimentos sociais e industrializantes. Sem dúvida, o país tem vivido um grande desenvolvimento nos últimos anos chegando a ver Moscou ultrapassar Nova Iorque em número de bilionários.