Comentários
Eles voltaram até eu cismar em tirá-los novamente.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Insight
O dia esteve nublado o tempo todo mas não deu nenhum sinal de chuva para hoje. Assim, saí de casa sem guarda chuvas e de chinelo, e fui fazer minha prova de macroeconomia e, tendo acabado comecei a andar pela rua até uns pingos, que não me fizeram pensar em parar de andar, se transformassem em uma chuva forte. Foi o exato momento em que encontrei uma marquise e parei para ver se era apenas uma breve tempestade de verão caindo na primavera. Passaram-se sabe-se lá quantos minutos até uma velhinha parar do meu lado, abrir seu guarda chuvas e, debaixo de sua sombrinha e da marquise, me perguntar se a chuva, que ficava cada vez mais forte, ia demorar a passar. Eu não sabia e a falta de vontade de conversar com ela mais o compromisso que me esperava me deram vontade de percorrer logo os 10 ou 20 minutos que separavam eu da terra firme da minha casa. E assim fiz.
Virei a mochila pros zíperes ficarem contra as minhas costas, arregacei as barras da calça e pensei que não deveria correr pois havaianas não são muito aderentes. Além do mais, correndo ou andando me molharia da mesma forma. E fui, ignorando os que passavam por mim correndo e se esquivando da água, fui, e não demorou muito até que eu estivesse completamente molhado. No meio do caminho vi algumas pessoas ainda secas debaixo de novas marquises e comecei a caminhar sob elas - as marquises. Foi então que percebi que caminhar na chuva estava me fazendo bem e voltei.
Às vezes os pingos batiam nos olhos e me forçavam a fechá-los ou a abaixar a cabeça, mas continuei andando, sempre levantando-a apesar dela baixar sozinha vez ou outra. No meio do caminho pensei que meu celular e minha agenda pudessem estar ensopados e que eu perderia algumas coisas importantes, mas preferi não me preocupar.
Quando, enfim, cheguei em casa, tirei a roupa molhada, sacudi o cabelo e vi que minha bolsa estava completamente seca por dentro. Olhei o celular, seco e intacto, e vi que ainda tinha tempo para o meu compromisso e pensei que não só venci o tempo, mas, principalmente, venci a tempestade.
Você que leu isso aqui, talvéz não encontre nenhum sentido na narração. Mas para mim, isso foi uma baita de uma metáfora.
O dia esteve nublado o tempo todo mas não deu nenhum sinal de chuva para hoje. Assim, saí de casa sem guarda chuvas e de chinelo, e fui fazer minha prova de macroeconomia e, tendo acabado comecei a andar pela rua até uns pingos, que não me fizeram pensar em parar de andar, se transformassem em uma chuva forte. Foi o exato momento em que encontrei uma marquise e parei para ver se era apenas uma breve tempestade de verão caindo na primavera. Passaram-se sabe-se lá quantos minutos até uma velhinha parar do meu lado, abrir seu guarda chuvas e, debaixo de sua sombrinha e da marquise, me perguntar se a chuva, que ficava cada vez mais forte, ia demorar a passar. Eu não sabia e a falta de vontade de conversar com ela mais o compromisso que me esperava me deram vontade de percorrer logo os 10 ou 20 minutos que separavam eu da terra firme da minha casa. E assim fiz.
Virei a mochila pros zíperes ficarem contra as minhas costas, arregacei as barras da calça e pensei que não deveria correr pois havaianas não são muito aderentes. Além do mais, correndo ou andando me molharia da mesma forma. E fui, ignorando os que passavam por mim correndo e se esquivando da água, fui, e não demorou muito até que eu estivesse completamente molhado. No meio do caminho vi algumas pessoas ainda secas debaixo de novas marquises e comecei a caminhar sob elas - as marquises. Foi então que percebi que caminhar na chuva estava me fazendo bem e voltei.
Às vezes os pingos batiam nos olhos e me forçavam a fechá-los ou a abaixar a cabeça, mas continuei andando, sempre levantando-a apesar dela baixar sozinha vez ou outra. No meio do caminho pensei que meu celular e minha agenda pudessem estar ensopados e que eu perderia algumas coisas importantes, mas preferi não me preocupar.
Quando, enfim, cheguei em casa, tirei a roupa molhada, sacudi o cabelo e vi que minha bolsa estava completamente seca por dentro. Olhei o celular, seco e intacto, e vi que ainda tinha tempo para o meu compromisso e pensei que não só venci o tempo, mas, principalmente, venci a tempestade.
Você que leu isso aqui, talvéz não encontre nenhum sentido na narração. Mas para mim, isso foi uma baita de uma metáfora.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
É o que eu sempre digo...

O Novo Buda - Parte 1
A fé é a explicação para o inacreditável. E quando a ciência não é capaz de achar respostas, tenta dizer que é fraude.
O Novo Buda - Parte 1
A fé é a explicação para o inacreditável. E quando a ciência não é capaz de achar respostas, tenta dizer que é fraude.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Jantares
Eu nunca fui daquelas crianças de novela que pintam os pais na parede com capas de super heróis ou com super músculos. A sobriedade de que meus pais eram humanos em muito era ajudada por eles demonstrarem seus defeitos, diferentemente dos pais das novelas que vivem em um mundo a parte da sociedade. Acontece que hoje eu fui parar no hospital com a minha mãe - e a razão disso não será o tema central desse post. (Antes de mais nada, está tudo bem, não foi nada)
Enfermeiros sofrem da síndrome de não serem o que são. Eles se vestem como médico, trabalham em um ambiente médico mas não são médicos e depois disso eu não consegui pensar em outra razão para que eles sejam tão antipáticos. Então comecei a pensar em outras profissões que carregam o estigma de serem exercidas por pessoas com carência de simpatia.
Logo me veio a mente as pessoas ligadas a arte e, longe de mim dizer que arte não é importante - o que abre uma discussão muito menos fútil do que essa - mas, digamos, quanto menos essencial ao ser humano mais o setor da arte abriga pessoas pedantes. Em ordem decrescente eu citaria três: moda, cinema e pintura. Não que, como no caso dos enfermeiros, eles não sejam quem são, mas que, ao meu ver, a sua típica - e aqui eu admito que estou sendo generalista - arrogância vem para contrabalançar o quanto a humanidade não precisa deles.
Antes que me critiquem, eu admito que sou enorme fã das artes: acompanho, de uma forma ou de outra, a moda; não sou cinéfilo mas aprecio muito a sétima arte; e, embora não consiga ver sentido em 8 de 10 pinturas contemporâneas, sou capaz de ficar bastante tempo diante de uma tela pois, mesmo não entendendo, sinto que ela me transpassa alguma coisa.
No outro lado da minha breve lista eu colocaria os chefes gourmets. Desses sim eu sou um enorme entusiasta e não consigo lembrar de nenhum de que eu goste que tenha semblante blasé ou antipático: estão sorrindo ou sempre de alto astral, pois, por mais que eles façam as mais mirabolantes esculturas nos pratos, no final das contas é de comida que eles tratam. E comida é coisa séria.
Eu nunca fui daquelas crianças de novela que pintam os pais na parede com capas de super heróis ou com super músculos. A sobriedade de que meus pais eram humanos em muito era ajudada por eles demonstrarem seus defeitos, diferentemente dos pais das novelas que vivem em um mundo a parte da sociedade. Acontece que hoje eu fui parar no hospital com a minha mãe - e a razão disso não será o tema central desse post. (Antes de mais nada, está tudo bem, não foi nada)
Enfermeiros sofrem da síndrome de não serem o que são. Eles se vestem como médico, trabalham em um ambiente médico mas não são médicos e depois disso eu não consegui pensar em outra razão para que eles sejam tão antipáticos. Então comecei a pensar em outras profissões que carregam o estigma de serem exercidas por pessoas com carência de simpatia.
Logo me veio a mente as pessoas ligadas a arte e, longe de mim dizer que arte não é importante - o que abre uma discussão muito menos fútil do que essa - mas, digamos, quanto menos essencial ao ser humano mais o setor da arte abriga pessoas pedantes. Em ordem decrescente eu citaria três: moda, cinema e pintura. Não que, como no caso dos enfermeiros, eles não sejam quem são, mas que, ao meu ver, a sua típica - e aqui eu admito que estou sendo generalista - arrogância vem para contrabalançar o quanto a humanidade não precisa deles.
Antes que me critiquem, eu admito que sou enorme fã das artes: acompanho, de uma forma ou de outra, a moda; não sou cinéfilo mas aprecio muito a sétima arte; e, embora não consiga ver sentido em 8 de 10 pinturas contemporâneas, sou capaz de ficar bastante tempo diante de uma tela pois, mesmo não entendendo, sinto que ela me transpassa alguma coisa.
No outro lado da minha breve lista eu colocaria os chefes gourmets. Desses sim eu sou um enorme entusiasta e não consigo lembrar de nenhum de que eu goste que tenha semblante blasé ou antipático: estão sorrindo ou sempre de alto astral, pois, por mais que eles façam as mais mirabolantes esculturas nos pratos, no final das contas é de comida que eles tratam. E comida é coisa séria.
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